Tecnologia em saúde: os novos rumos proporcionados pela IA

31 de janeiro de 2020
Tecnologia em saúde: os novos rumos proporcionados pela IA

A página inicial do seu streaming de filmes e séries provavelmente está repleta de sugestões de produções que você nunca assistiu – mas que podem ser do seu gosto. Essa simples ação automática, presente em tantos outros aplicativos ou redes sociais, nada mais é do que a Inteligência Artificial agindo no nosso dia a dia. Na medicina, considerando os avanços ímpares da tecnologia em saúde, a presença da IA, entretanto, vai muito além das sugestões pessoais.

Tecnologia em saúde – IA do prontuário eletrônico à cirurgia robótica 

Não é exagero dizer que estamos vivendo tempos de transformação tecnológica. A possibilidade de “agrupar” dados e informações específicas em algoritmos também pode, deve, e está sendo cada vez mais aplicada ao meio da medicina, possibilitando soluções desde a entrada do indivíduo no sistema de saúde até à gestão do paciente internado, conferindo mais segurança e praticidade.

“Antes, era muito comum a  secretária receber o paciente e já procurar a ‘ficha’ dele”, comenta Ricardo Pereira, Gerente de Inovação da Qualirede. “O médico, então, atendia a pessoa e preenchia todo o formulário à mão. Hoje, com a transformação digital, já temos os prontuários eletrônicos, o que economiza tempo dos profissionais”. 

Mais do que isso, os prontuários em formato digital, frutos dos avanços da tecnologia em saúde, possibilitam melhor armazenamento – é mais fácil encontrá-los quando necessário. 

É verdade, entretanto, que não estamos falando exatamente em Inteligência Artificial quando pensamos num banco de dados rico de formulários e prontuários médicos. Mas, tais dados são, indiscutivelmente, matéria prima essencial para a IA.

Isso porque a tecnologia em saúde, quando pensamos em IA, necessita de padrões, que só são aprendidos por máquinas e softwares com base em dados reais. “A Inteligência Artificial nada mais é do que muitos dados agrupados que apresentam um padrão”, explica Ricardo. Segundo ele, podemos usar exames de imagem como exemplo: “Uma máquina que recebe milhões de imagens de mamografias. Ela (a máquina) entende que, do total, todos os que apresentam determinada anomalia em locais específicos são decorrentes de pacientes diagnosticados com câncer. A partir daí, o equipamento pode identificar um padrão, o que a faz diagnosticar novos exames com mais precisão e segurança”.

A capacidade da Inteligência Artificial aprender com padrões, vai além. Hoje, já existem alguns robôs-cirurgiões, como o DaVinci e o STAR, que além de auxiliarem o médico durante procedimentos cirúrgicos, proporcionam movimentos mais precisos, possibilitando operações menos invasivas e de melhor recuperação.

“Outro campo que IA tem se desenvolvido muito rapidamente é na tradução de documentos em dados estruturados“, comenta o Gerente de Inovação. “Isso permite a leitura de laudos e outros documentos da saúde que hoje são redigidos, seja por computador ou manuscrito. Assim, empodera mais ainda a capacidade dos algoritmos de propiciar resultados mais assertivos sobre cuidados dos pacientes”.

A questão ética

Ainda que a tecnologia em saúde tenha alcançado níveis quase cinematográficos, é preciso ressaltar que o que vemos em filmes de ficção científica não é aquilo ao que a IA na medicina se propõe. Ou seja: as máquinas não estão, sob nenhuma hipótese, substituindo o papel do médico.

Assim, não é função da IA fazer com que os pacientes conversem, interajam ou sejam tratados exclusivamente com máquinas. A função do avanço da tecnologia em saúde, desde um simples software que possibilita a visualização de raios X sem o negativo até robôs-cirurgiões, é a de auxiliar o médico no diagnóstico e tratamento, conferindo mais qualidade para o paciente, que sempre estará assistido e amparado por um profissional qualificado.

“Tudo o que as máquinas oferecem deve ser avaliado pelo médico sempre”, pontua o Diretor Médico da Qualirede, Dr. Carlos Porsch. Dessa forma, os avanços tecnológicos são ainda mais seguros, uma vez que qualquer possível erro proveniente da IA (o que é raro) pode ser rapidamente contestada pelo profissional.  

Foco na oncologia

O câncer está entre as principais causas de morte em todo mundo. Dessa forma, não é exatamente surpresa que os maiores investimentos em IA e tecnologia em saúde esteja debruçado sobre a oncologia.

Neste contexto, a imunoterapia possibilitou o avanço de diversos estudos sobre os melhores tratamentos. Já é possível, inclusive, organizar dados por meio de formulários de pessoas que se trataram do câncer com diferentes tipos de medicamentos e tratamentos, cruzando dados e criando, de acordo com os resultados, fórmulas medicamentosas mais eficientes, solidificando a terapia.

O DaVinci, por exemplo, só no Brasil realiza mais de 17 mil cirurgias, entre hospitais públicos e privados, voltados para o tratamento do câncer de próstata, rins e bexiga. 

Soluções Qualirede

O avanço da tecnologia em saúde, além de propiciar mais qualidade de vida para o paciente, também garante que o sistema de saúde gaste apenas com o essencial. “O custo de algumas tecnologias é alto, mas, quando comparado ao que se deveria fazer sem ela, o custo benefício compensa”, sintetiza Ricardo.

Isso garante, então, que prestadores consigam manter atenção, foco e recursos apenas no necessário, resultando em pacientes que não ficam “soltos” na rede ou realizam procedimentos desnecessários. 

A Qualirede possui diversas soluções que utilizam Inteligência Artificial como forma de controlar a sinistralidade e de garantir a segurança do paciente. Antes de tudo, a Qualirede é uma prestadora de soluções de tecnologia em saúde, e fazemos tudo para levar mais saúde para mais pessoas. Para conhecer mais sobre nossos produtos, acesse nosso portfólio clicando aqui.

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