O perfil dos beneficiários acometidos pela Covid-19 assistidos pela teleorientação de enfermagem de um plano de saúde

10 de dezembro de 2020

Diante da mais importante pandemia da história mundial, as operadoras de saúde tiveram que criar estratégias de rastreamento e monitoramento à distância de beneficiários. Nesse cenário surgiu a teleorientação de enfermagem, processo de identificação, avaliação, orientação e acompanhamento de pessoas que foram expostas à doença. A teleorientação vem sendo uma ferramenta essencial no controle da Covid-19. Deste modo, o objetivo deste estudo é apresentar o perfil de beneficiários acometidos pelo coronavírus e enfatizar a importância da teleorientação de enfermagem como mecanismo de promoção da saúde.

 

MÉTODOS:

Estudo transversal, retrospectivo, quantitativo, relacionado ao perfil dos beneficiários acometidos pela Covid-19, assistidos pela teleorientação de enfermagem de um plano privado de assistência à saúde.

 

Foram incluídos todos os beneficiários confirmados para a doença no período de 16 de março a 25 de setembro de 2020. Os dados foram obtidos a partir de informações do banco de dados da operadora. Realizada análise descritiva simples de números e percentuais.

 

RESULTADOS:

Foram identificados 1.518 beneficiários confirmados para a doença, em que 50,8% eram do sexo feminino e 49,2% do sexo masculino. Em relação à faixa etária, entre 0 e 18 anos foram 4,6% dos acometidos pela Covid, entre 10 e 33 anos 9,4%, entre 34 e 48 anos 24,6%, entre 49 e 58 anos 16,5% e acima ou igual a 59 anos foram 44,9% dos casos.

 

Quantos às doenças crônicas mais prevalentes, o diabetes mellitus esteve presente em 71,8% casos, seguido das cardiomiopatias (20,2%) e doenças pulmonares (7,9%). Dos casos confirmados, 74,9% foram classificados como leve, 18,2% moderados e 6,9% graves. Destes, 746 necessitaram de internação em enfermaria e 301 beneficiários chegaram a utilizar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Foram 8% (85) beneficiários que morreram por conta da patologia. Destas mortes, 54,1% eram homens e 45,9% eram mulheres. Foram realizados 4.699 atendimentos no período, apresentando uma média de 170 atendimentos por semana.

 

CONCLUSÕES:

O perfil de beneficiários teleorientados acometidos pela Covid é comparável ao observado nas estatísticas nacionais e internacionais. A doença está bem distribuída entre os sexos, destacando-se no feminino, porém, os homens foram os que mais morreram. A maioria dos casos eram beneficiários com mais de 59 anos, portadores de alguma doença crônica, sendo a mais prevalente o diabetes mellitus. Grande parte apresentou sintomas leves, mas um número significativo precisou de internação.

 

Neste contexto, destaca-se a importância do serviço de teleorientação de enfermagem como forma de acompanhamento, evitando exposições desnecessárias em serviços de saúde, complicações, gastos assistenciais e até mesmo o óbito dos beneficiários.

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