A maioria das mulheres tem um dia a dia corrido: trabalho, trânsito, casa, família. Quando questionadas sobre o autocuidado, os argumentos são sempre os mesmos: “não tenho tempo”, “tenho filhos pequenos”. E diante dessa resposta, muitas encaram um olhar de reprovação.

E aí está a primeira crença que deve ser derrubada: não há nada de errado em não conseguir fazer tudo. Esse papel de mulher maravilha também precisa ser revisto. É possível se organizar para poder realizar exercícios físicos, mas para que isso aconteça não se pode querer abraçar o mundo.

Estatísticas

A cada minuto, uma mulher morre de doença cardíaca nos Estados Unidos, de acordo com a American Heart Associação (AHA), e certas condições parecem aumentar o risco de doença cardíaca nas mulheres: pré-eclâmpsia e eclâmpsia, diabetes gestacional, menopausa precoce e doenças autoimunes, como a artrite.

Dr. Holly Andersen, diretor de Educação e Extensão na Ronald O. Perelman Instituto do Coração do NewYork-Presbyterian/ Weill Cornell Medical Center diz que mais trabalho precisa ser feito para otimizar o quadro atual. As estatísticas mostram que:

. As mulheres são mais propensas a morrer de doença cardíaca do que os homens.

. Os sintomas de ataque cardíaco das mulheres são diferentes. 45% das mulheres não experimentam dor no peito, elas podem sentir falta de ar, náuseas, palpitações, desconforto na mandíbula ou fadiga excessiva.

. 70% das mulheres com idades entre 25-60 anos fazem exames anuais, mas apenas 40% incluem avaliações no coração.

. As taxas de mortalidade têm aumentado em mulheres jovens (29-45 anos) desde 2000.

. Durante a gravidez, a hipertensão é a condição médica mais comum adquirida, enquanto a doença cardíaca congênita é a condição pré-existente mais comum.

. A pré-eclâmpsia é um preditor de desenvolvimento de doença cardiovascular. Mulheres que tiveram pré-eclâmpsia devem melhorar ainda mais seu cuidado com os agravos cardíacos.

Como se priorizar?

Tudo vem primeiro: os filhos, os netos, a roupa no varal, a louça na pia, o cachorro doente. A lista é enorme. E quem já andou de avião sabe: “Em caso de despressurização, máscaras vão cair sobre a sua cabeça, e caso haja crianças por perto, coloque a máscara primeiro em você e depois na criança”. Ninguém pode cuidar de outra pessoa, se não estiver bem. E nesse mar de dúvidas, situações que não podemos controlar e sentimento de culpa, como se priorizar?

1 – Seja sensata: use o bom senso e avalie seus problemas alimentares. Você se acomoda no sofá à noite com um pote de sorvete diet, pensando estar a salvo das calorias? Você come pelo menos três frutas e três vegetais todos os dias? Com que frequência come frituras?

2 – Mexa-se! Andar ainda é um dos meios mais fáceis e seguros de começar. Consiga um bom tênis e comece andando por 15 minutos. Semanalmente adicione minutos e intensidade à sua caminhada. Tente estabelecer objetivos que se adequem às suas necessidades. Se você não pode caminhar todos os dias, 30 minutos durante três vezes por semana já é melhor do que nada.

3 – Posicione-se: aprenda a tornar suas necessidades conhecidas: “Eu adoraria sair para jantar, mas podemos escolher um restaurante que tenha uma comida menos gordurosa”. Faça suas próprias escolhas e passe mais tempo com pessoas que não são tão centradas na comida.

4 – Organize-se: prepare-se, organizando boas refeições em um papel, procure melhores receitas e vá ao mercado regularmente. Reserve o tempo necessário em seu dia para exercitar-se. É importante anotar tudo, manter um diário. Escrever pode reduzir seu consumo em até 20% e ajuda a repensar suas escolhas.

5 – Comprometa-se: melhorar os hábitos pode levar um ano ou mais, portanto comprometa-se com essa jornada. Continue a pensar positivamente sobre suas habilidades e reveja sempre as possibilidades, e não dificuldades.

Artigo: 668618. Lançado: 31-Jan-2017 15:05 EST. Fonte Notícias: Hospital New York-Presbyteria.

Associação Paulista de Medicina – adaptado.

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