Siga-nos!

Reduzindo taxas de reinternação com a alta segura em pacientes cardiológicos​

Categoria: Auditoria hospitalar; Gestão de pacientes

O artigo aborda a continuidade do cuidado em pacientes cardiológicos acompanhados pelo programa alta segura, como uma forma de prover orientações assertivas e reduzir a taxa de reinternação em planos de saúde. O trabalho foi apresentado pela Qualirede no Prêmio Saúde Unidas 2023.

Objetivo

O objetivo deste trabalho é apresentar a eficácia do acompanhamento de pacientes cardiopatas, através do Projeto de Alta Segura, sendo este uma ferramenta efetiva para assistir adequadamente e garantir o cuidado necessário aos beneficiários durante o período de pós alta hospitalar.

Através do telemonitoramento e visita domiciliar, a equipe multidisciplinar realiza o acolhimento e presta orientações a respeito da patologia que culminou com a internação, dando continuidade após a alta hospitalar e a reabilitação no domicílio, através de uma assistência humanizada,  prestando orientações assertivas, no que tange aos cuidados do pós operatório, autocuidado e mudanças nos hábitos de vida.

Com isso, buscou-se otimizar os recursos disponíveis como substitutivos ao cuidado hospitalar e identificar uma redução na taxa de reinternação, após a implementação do projeto.  

Métodos

Utilizou-se o método quantitativo descritivo longitudinal, com dados extraídos do sistema informatizado de internação, sob pesquisa de intervenção.

Perspectiva: Plano de saúde na modalidade autogestão.

Participantes: Do total de 1.473 beneficiários atendidos pelo Projeto Alta Segura, 468 (32%) foram internados em decorrência de doença cardíaca.

As variáveis analisadas foram: idade, sexo, comorbidade, unidade de internação e taxa de reinternação hospitalar.

Realizou-se a análise descritiva dos dados obtidos e as variáveis categóricas foram descritas por seus valores absolutos.

Desfecho principal: Dos 1.473 beneficiários acompanhados, 106 passaram por internação no ano anterior ao início do projeto, período compreendido entre 01/05/2021 a 31/05/2022.

Foi analisada a taxa de reinternação, em até 60 dias após a data da alta, no ano anterior e no ano de vigência do Projeto.

Variável Dependente: O beneficiário internar no mesmo período da amostra, por outro motivo. Análise Estatística: Frequências relativas e absoluta das opções listadas. 

Resultados

Ao analisar as reinternações hospitalares, em até 60 dias após a data da alta, dos pacientes cardiopatas, acompanhados no Programa Alta Segura, observou-se uma redução de 66% desta taxa.

total de beneficiários acompanhados no estudo, 468 (31,7%) possuíam cardiopatia e Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), sendo que 296 (63,2%) eram do sexo masculino e 172 (36,8%) do sexo feminino, com uma média de idade de 72 anos, destes, 34,9% necessitou de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 65,1% tiveram acompanhamento em nível ambulatorial.  

Conclusão

A relevância e os resultados obtidos no Projeto Alta Segura, em pacientes cardiológicos, pode ser visto na redução da taxa de reinternação.

Ademais, conclui-se que a alta segura é uma estratégia eficaz, pois diminui a exposição do paciente ao risco de infecções hospitalares, polifarmácia, dependência forçada e o baixo incentivo à autonomia, aspectos inerentes ao processo de hospitalização, mas que podem levar a incapacidades proporcionais ao tempo de exposição.

Desse modo, alcança seus objetivos de redução das reinternações, prestação de atendimento integral e humanizado, repercussão no controle da comorbidade e maximização do bem-estar dos segurados, o que, por consequência, resulta em diminuição dos custos assistenciais e gastos ao plano de saúde.

 

Autores

Bianca Rolim Fernandes, Camila Soares Cardozo, Gizelli Nader e Priscila Tavares Medeiros

Compartilhe esse post!

Fale com o nosso time comercial e personalize sua solução!

Se inscreva na Newsletter:

Biblioteca de conteúdos
Gratuitos:

Destaques do Blog:

A APS pode gerenciar urgência e emergência na saúde?

Junho vermelho – doação de sangue

Dia nacional da imunização

APS: Muito além da assistência básica

Clínica de APS – saiba como funciona o atendimento