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Multimorbidade: Um desafio na gestão da saúde

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Categoria: Qualirede

Como gestor de saúde, é imperativo abordar um tema de crescente relevância e complexidade em nosso setor: a multimorbidade entre os beneficiários de planos de saúde.

A multimorbidade, caracterizada pela coexistência de duas ou mais condições médicas crônicas em um mesmo indivíduo, apresenta desafios singulares que demandam uma abordagem igualmente única e multidisciplinar para sua gestão eficaz.

Os impactos dessa condição são vastos e abrangem desde a necessidade de gerenciamento de múltiplos medicamentos até a queda na qualidade de vida e o aumento dos custos assistenciais.

Entendendo o perfil dos beneficiários de planos de saúde

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) entre os anos de 2013 e 2019 revelam um panorama preocupante. Segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), houve um aumento significativo na prevalência de multimorbidade entre beneficiários de planos de saúde nesse período.

Em 2019, cerca de 34,5% dos beneficiários apresentavam multimorbidade, em comparação com os 28,1% registrados em 2013. Os dados foram analisados no Texto para discussão n.º 94, disponível no site do Instituto.

É importante destacar que esse aumento não se restringe apenas a números globais, mas também se manifesta em diferentes grupos demográficos.

Por exemplo, houve um crescimento expressivo na prevalência de multimorbidade entre mulheres, indivíduos com idade entre 40 e 59 anos, aqueles com baixa escolaridade e residentes em áreas urbanas.

Além disso, os beneficiários com 60 anos ou mais foram os mais afetados, com uma prevalência de multimorbidade alcançando impressionantes 61,7% em 2019.

Em termos absolutos, estima-se que aproximadamente 14,8 milhões de beneficiários de planos de saúde estavam enfrentando a desafiadora realidade da multimorbidade em 2019.

Esses números não podem ser ignorados, pois refletem não apenas a complexidade das necessidades de saúde desses indivíduos, mas também o impacto substancial que essa condição exerce sobre os sistemas de saúde e os recursos disponíveis.

As principais condições pesquisadas no inquérito foram: hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto, doenças do coração (tais como infarto, angina, insuficiência cardíaca ou outra), acidente vascular cerebral, asma, artrite, distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho (DORT), outra doença crônica no pulmão (tais como enfisema pulmonar, bronquite crônica), insuficiência renal crônica, problema crônico de coluna, depressão e câncer.

Como a APS pode auxiliar na construção de soluções

A atenção primária em saúde – APS pode desempenhar um papel fundamental na gestão eficaz da multimorbidade entre os beneficiários de planos de saúde, melhorando os resultados de saúde e a qualidade de vida desses pacientes.

Abordagem centrada no paciente:

As clínicas de Atenção Primária à Saúde – APS possuem abordagem centrada no paciente, levando em consideração não apenas suas condições médicas, mas também suas preferências, necessidades e contexto socioeconômico.

Isso pode envolver a realização de avaliações abrangentes e o desenvolvimento de planos de cuidados personalizados para cada paciente com multimorbidade.

Equipe multidisciplinar:

As clínicas de APS contam com equipes multidisciplinares que trabalham em conjunto para fornecer cuidados abrangentes e coordenados, abordando não apenas as necessidades médicas, mas também as necessidades sociais, emocionais e comportamentais dos pacientes.

Gestão de casos:

As clínicas de APS implementam programas de gestão de casos para pacientes com multimorbidade com objetivo de coordenar o cuidado do paciente, monitorar sua saúde e garantir que ele receba os serviços e recursos necessários de maneira oportuna e eficaz.

Educação e autogestão:

As clínicas de APS oferecem programas educacionais para pacientes com multimorbidade, fornecendo informações sobre suas condições médicas, tratamentos, estilo de vida saudável e estratégias de autogestão.

Isso capacita os pacientes a assumirem um papel ativo em seu próprio cuidado e a tomarem decisões informadas sobre sua saúde.

Integração de serviços:

As clínicas de APS podem trabalhar em estreita colaboração com outros provedores de saúde, incluindo hospitais, especialistas e saúde ocupacional, para garantir uma integração eficaz dos serviços de saúde.

Isso pode envolver o compartilhamento seguro de informações de saúde, encaminhamentos adequados e colaboração na prestação de cuidados.

Uso de tecnologia:

As clínicas de APS podem aproveitar a tecnologia, como registros eletrônicos de saúde e telemedicina, para melhorar a coordenação do cuidado, facilitar a comunicação entre os membros da equipe e permitir o monitoramento remoto da saúde dos pacientes com multimorbidade.

Ênfase na prevenção:

Além de gerenciar as condições médicas existentes, as clínicas de APS devem enfatizar a prevenção de doenças e a promoção da saúde entre os pacientes com multimorbidade.

Isso inclui a realização de exames regulares, a promoção de estilos de vida saudáveis e o incentivo à vacinação conforme as diretrizes recomendadas.

A experiência da Qualirede: Serviço pioneiro na certificação conferida pela ANS

A Qualirede oferece atendimentos em atenção primária à saúde – APS, presencialmente, em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Recife, e nossa solução de APS Digital abrange todo o Brasil.

Possuímos agendas personalizadas por perfil da população e usamos um prontuário eletrônico com linhas de cuidado para gerenciar o atendimento ao paciente.

Também oferecemos navegação dos pacientes para ajudar na orientação do sistema de saúde. Avaliamos os resultados de nossos serviços de saúde e mantemos os perfis de saúde de nossos pacientes atualizados para fornecer um atendimento personalizado e eficaz.

Também tomamos medidas para engajar nossos pacientes em sua saúde, como: rodas de conversa, jogos educativos, palestras, lives e dicas de saúde. Fomos a primeira clínica de Atenção Primária à Saúde a receber a certificação da ANS.

Essa conquista reflete nosso compromisso em oferecer serviços de qualidade, garantindo a confiança e segurança dos nossos pacientes!

Rogério Ferreira

Head de regulação e responsável técnico médico da Qualirede

Saiba mais em: Texto para Discussão nº 94 – 2023 | EVOLUÇÃO DA MULTIMORBIDADE EM BENEFICIÁRIOS DE PLANOS DE SAÚDE: DADOS DA PESQUISA NACIONAL DE SAÚDE, 2013 E 2019. Disponível em: https://www.iess.org.br/biblioteca/tds-e-estudos

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