Big Data e saúde: a tecnologia a favor da medicina

31 de julho de 2019

A expectativa de vida do homem aumentou em todo o mundo em pouco tempo. Hoje, espera-se que uma pessoa viva, em média, 72 anos. São 20 anos a mais do que a expectativa de vida de quem nasceu nos anos 60, que era de 52 anos. Esses dados nos atentam não só para as benéficas mudanças sociais em muitos países nos últimos tempos, mas também para a necessidade da atualização da medicina: um povo que vive mais necessita que a saúde esteja voltada, principalmente, para a prevenção de doenças. E não há método mais seguro de investir em prevenção e avanços na área da saúde do que o uso do Big Data.

O Big Data alterou profundamente a maneira com a qual administramos, gerimos e usamos nossos dados em qualquer indústria. Não é diferente na saúde, área onde o grande número de dados armazenados pode auxiliar no controle de epidemias de doenças transmissíveis, organizar a distribuição e quantidade de médicos em cada área do hospital e até mesmo prever quais serão os picos de atendimento em clínicas ou quando uma pessoa apresentará alguma enfermidade. Mas como, de fato, pode se dar a relação entre Big Data e saúde para que esses benefícios sejam alcançados?

Big Data: novos caminhos para a saúde

Agora que nossa expectativa de vida aumentou, a tendência é que cada vez mais os tratamentos se voltem para a prevenção de doenças. 

A vasta quantidade de dados, provindos de inúmeras fontes, processados em alta velocidade e analisados por tecnologias específicas e capacitadas para cruzar dados e organizar conclusões caracterizam o Big Data. Isso garante a veracidade e confere valor às informações obtidas através dessa tecnologia. 

São essas informações que se tornam extremamente úteis quando pensamos na longevidade do homem: a digitalização e armazenamento de dados, quando organizadas por indivíduo, bairros, hospitais e outros filtros, através dos anos, pode retornar dados relacionados e elaborar panoramas abrangentes que preveem e evitam complicações médicas de maneira personalizada.  

A economia de gastos, tanto com a indústria quanto do paciente, é significativa. O relatório da McKinsey, realizado em 2018, revelou que, nos últimos 20 anos, o valor do PIB dos Estados Unidos destinado à saúde cresceu ininterruptamente, alcançando no último ano a marca de 17,6%, uma taxa alta e desnecessária para um país desenvolvido. Dados armazenados ajudam médicos no primeiro diagnóstico, fornecendo insights, apontando caminhos  para validar o diagnóstico com base em referências digitais guardadas por anos a fio, poupando tempo e dinheiro. No caso dos EUA, se usado de maneira “criativa e eficaz”, o Big Data poderia gerar US$300 bilhões em valor por ano, sendo dois terços desse valor referente à redução de gastos com saúde. Nos países desenvolvidos da Europa, a economia que a tecnologia pode proporcionar gira em torno de quase US$150 bilhões.

Desafios e adaptação para a área da saúde

Os inúmeros dados que o Big Data é capaz de armazenar e processar velozmente, quando interpretados por AI, são úteis a quaisquer lugares que são aplicados. Assim, um hospital que mantém um grande banco de dados pode aprimorar seus serviços, prever picos de demanda, direcionar sua equipe a locais mais necessários e garantir que os pacientes se consultem com especialistas pertinentes aos sintomas apresentados antes mesmo de ter a confirmação do diagnóstico. 

Ainda assim, é possível pensar mais alto quando falamos de Big Data e saúde. A começar por considerar o desenvolvimento de uma infraestrutura capaz de interligar volumes ainda maiores de informação, a serviço da pesquisa na área – como dados cruzados entre estados e países. Quanto mais rica e relevante as informações processadas, mais a tecnologia nos retorna novos insights sobre o mundo da saúde. 

Investindo hoje, o Big Data compartilhado a nível mundial pode passar de mera previsão a realidade da nova medicina. Assim, seria possível trabalhar tanto a favor do aumento da expectativa de vida quanto na área da pesquisa, munindo os futuros profissionais do maior bem dos nossos tempos: informação.

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