Atenção Primária à Saúde: um caminho para conquistar e manter uma boa saúde e qualidade de vida

1 de novembro de 2019

*Por Vilma Dias, Diretora Comercial da Qualirede

 

 

Atualmente participamos de um importante momento da Saúde Suplementar, onde a Atenção Primária à Saúde (APS) tem sido a âncora de muitos eventos, debates e reuniões de gestores.

 

Não há novidade em falar de APS, pois, ela já existe há muito tempo em vários países, no Sistema Único de Saúde (SUS) e em algumas Operadoras de Planos de Saúde (OPS). A novidade está em ela se tornar o centro do debate e ser vista como um novo e importante negócio para o setor de saúde suplementar. 

 

Como a maioria dos problemas de saúde da população pode ser evitado com medidas cotidianas, pois decorrem dos hábitos de vida, a APS pode trabalhar fortemente para que as pessoas tenham mais conhecimento sobre as atitudes que ajudam a promover saúde e também sobre as que as colocam em maior risco de adoecer. Como apoiá-las a adotar medidas que elevem seu nível de saúde e bem-estar, impactando positivamente na sua qualidade de vida?

 

Há várias maneiras e entre elas está a Gestão de Saúde Populacional, importante trabalho da APS. O conceito consiste em considerar a singularidade de cada pessoa, pactuando com as mesmas um plano de cuidado que as auxiliem a serem mais autônomas na aquisição de práticas saudáveis.

 

Atenção Primária à Saúde – APS

 

 

A APS é responsável pela assistência de um conjunto de pessoas a ela vinculadas. Praticada há muito tempo em várias partes do mundo, tem trazido robusta evidência de que este jeito de cuidar propicia mais saúde e auxilia na reorganização do modelo de atenção à saúde. 

 

No mercado da Saúde Suplementar a APS cresce com diferentes métodos e, por conseguinte, diferentes resultados.

 

Outro destaque na APS, é que podemos trabalhar com a medicina 5 Ps:

 

  1. Personalizada: pode ser um cuidado/tratamento singular ao perfil/diagnóstico e às necessidades concretas de cada uma das pessoas. Na APS podemos obter o contexto que descreve cada uma dessas pessoas no que toca aos seus riscos de adoecimento, tipo de comportamento, impacto social, carga de trabalho, genética familiar e hábitos de vida. 
  2. Preditiva: com a análise dos dados e o histórico das pessoas, é possível predizer o futuro, no que toca a probabilidade de adoecimento.
  3. Preventiva: a partir dos conhecimentos científicos já disponíveis, a APS consegue trabalhar fortemente a prevenção dos agravos e das doenças. Temos ações preventivas que decorrem de vacinações, tratamentos medicamentosos, mas temos, em grande parte, a promoção da saúde que advém com a mudança de hábito e pode evitar adoecimentos ou, em um cenário mais moderno, conseguir que este adoecimento ocorra o mais próximo possível do final da vida, considerando a mudança do perfil epidemiológico em curso.
  4. Participativa: torna-se cada vez mais importante a participação efetiva de todos os agentes de cuidado em saúde (profissionais, cuidadores, familiares, farmácias, entre outros). O cuidado em saúde operado de forma colaborativa, por vários agentes, impacta positivamente nos aspectos terapêuticos, bem como na gestão do processo de cuidar e de mensurar os resultados obtidos, aqui a figura de um coordenador do cuidado (concierge), é fundamental.
  5. Populacional: o cuidado em saúde é para toda a população e não somente para os que procuram os serviços de saúde, pois com os mesmos recursos, utilizados de forma adequada e sem desperdício, é possível cuidar de toda população de um sistema. Há formas de desenhar o cuidado para as pessoas saudáveis e sem riscos, saudáveis e com riscos, pessoas com queixas e sem problemas instalados, pessoas com queixas e com problemas instalados, pessoas sem queixas e com problemas instalados. Assim, trabalha-se na manutenção da melhor saúde, seja com ou sem problemas de saúde.

 

O advento do Big Data e do Business Intelligence, aliados à Inteligência Artificial tem trazido inúmeras possibilidades para a mudança do status quo deste nível de atenção à saúde.

 

A Clínica de APS beneficia diferentes integrantes da cadeia do sistema de saúde:

  • Beneficiários – Quando podem centralizar grande parte de suas questões de saúde em apenas um médico altamente qualificado, os pacientes tendem a ter melhor nível de saúde e não consumir tempo na busca por um profissional que atenda às suas demandas/necessidades, aderem aos tratamentos conforme se vinculam às equipes e recuperam a saúde e qualidade de vida com maior eficiência.
  • Gestores de saúde – As equipes de APS são as responsáveis por resolver todos os problemas mais comuns da população, sob sua responsabilidade, e durante todo o tempo atualizam as ações de saúde que as pessoas precisam seguir.  Esse conjunto de boas práticas traz maior satisfação das pessoas, racionalidade no uso dos recursos com consequente redução da sinistralidade da carteira, o que impacta direta e positivamente na sustentabilidade da operadora e do sistema de saúde do País como um todo.
  • Operadoras de saúde – Se o médico de família é capaz de resolver mais de 80% dos problemas de saúde de uma pessoa, isso quer dizer que menos de 20% dos casos precisam ir para os serviços especializados de outros níveis do sistema de saúde. Como consequência, as pessoas faltam menos ao trabalho em busca de diferentes tratamentos e consomem menos tempo na tentativa de agendamentos ou do deslocamento para diferentes estabelecimentos de saúde. Tudo isso otimiza o os recursos utilizados em toda cadeia produtiva da saúde.

 

A saúde é o maior patrimônio de um ser humano. Quando ela está presente com qualidade, fica mais fácil que a pessoa desempenhe bem seus papéis na vida pessoal, social e profissional.

 

 

Neste contexto, a Qualirede, como empresa gestora de saúde, organizou Clínicas de APS para proporcionar excelência em resultados, tanto para as pessoas, quanto para quem contrata os serviços. Hoje são 5 clínicas, com equipes multidisciplinares compostas por médicos de família, enfermeiros, concierges, entre outros, para acompanhar de perto a saúde dos beneficiários de planos de saúde. Nelas, o cuidado é coordenado para que haja acesso facilitado, atendimento integral e contínuo, inovação no uso de tecnologias e garantia de agilidade e qualidade no atendimento, o que gerou, no último mês, resolutividade de 87% dos problemas de saúde das pessoas. Para os atendimentos que demandam ida aos especialistas, a Clínica de APS da Qualirede conta com serviços parceiros, inclusive valendo-se da prática da telemedicina (interconsulta) que, por meio de soluções de tecnologia e telecomunicação, permite a atenção médica e a troca de informação entre profissionais de saúde à distância. 

 

 

Graças às Clínicas de APS, os beneficiários de várias operadoras de plano de saúde possuem um médico de referência para manter a saúde em dia (monitoramentos periódicos) ou dar seguimento a algum tratamento em curso. Isso vale para gestantes, bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos, independentemente do estado de saúde e das questões a serem tratadas. Tanto em atendimento agendado como em demandas do dia.

 

A equipe da APS é organizada para atender as pessoas vinculadas aos serviços e, nesse sentido, os profissionais se utilizam de fluxos bem desenhados, prontuário eletrônico, sistemas integrados que favorecem os profissionais na dinâmica de cuidar e que garantem qualificada gestão de saúde das pessoas. As vidas, via de regra, são nucleadas pelo médico de família para que, dessa forma, possa conhecer detalhadamente o contexto de vida de cada uma das pessoas a ele vinculada.

 

Equipe de saúde da família 

 

O médico de família trabalha em equipe e, juntos, os profissionais atendem às demandas e necessidades individuais, consideram o contexto de vida e de trabalho das pessoas, cuidando de questões que vão além das exclusivamente médicas, incluindo contextos sociais e psíquicos.

 

Competências e habilidades da equipe de Saúde de Família da Qualirede

 

Nas Clínicas de Atenção Primária à Saúde da Qualirede, o trabalho da equipe se destaca por 10 diferenciais prioritários:

 

 

  1. Conhece o perfil da população que está sob a sua responsabilidade;
  2. Sabe dos riscos de adoecimento de cada pessoa, pois conhecem o histórico familiar e individual;
  3. Preocupa-se com os cuidados para que as doenças não evoluam;
  4. Estimula o autocuidado em beneficiários de diferentes faixas etárias;
  5. Auxilia pessoas na conquista e manutenção de cuidados para uma vida saudável;
  6. Identifica precocemente o problema e indica o melhor tratamento;
  7. Zela para que as pessoas se cuidem da maneira adequada; 
  8. Garante a segurança dos pacientes;
  9. Respeita a singularidade de cada um e utiliza evidências científicas para promover mais saúde; e
  10. Cuida do bem-estar de pessoas doentes e saudáveis.
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